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| A Praça do Teatro Francês em Paris, obra do pintor impressionista francês Camille Pissarro. |
Porque conservar a biodiversidade é uma questão muito frequente e importante a ser debatida entre leigos e a comunidade científica. No contexto em que estamos inseridos hoje, com elevados índices de poluição atmosférica e visual, com mais da metade da população mundial vivendo em áreas urbanas e o crescimento desordenado destas, as práticas sustentáveis vem ganhando grande relevância nos seus mais diversos âmbitos, sejam culturais, sociais ou econômicos. Na arquitetura e no urbanismo não poderia ser diferente: observa-se atualmente o surgimento de um novo urbanismo, baseado em uma filosofia de planejamento que, segundo a ambientalista Francesca Lyman , “procura reviver o modo tradicional de planejar as cidades, de uma era em que elas eram projetadas em torno de pessoas em vez de automóveis”[²]. Muito além do que serem projetados para as pessoas, os espaços urbanos devem ser integrados ao ecossistema, e não impostos à ele. Dessa forma, a responsabilidade ambiental transcende o campo teórico e o prazer de sentir o frescor e a sombra de um fragmento florestal passa a ser mais valorizado.
Augusto Bitencourt
Augusto Bitencourt
[¹]Conjunto de mudanças tecnológicas iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, com profundo impacto no processo produtivo, pois permitiu maior eficiência do modo de produção industrial. Gerou profundas mudanças em nível econômico e social.
[²]Francesca Lyman, “Twelve Gates to the City: A Dozen Ways to Build Strong, Livable, and Sustainable Cities,” Words and Pictures Magazine, Issue 5, 2007; Lisa Jones, “A Tale of Two Mayors: The Improbable Story of How Bogota, Colombia, Became Somewhere You Might Actually Want To Live,” Grist Magazine, 4 de abril de 2002.
